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Capítulo III · Serviços

Quatro frentes editoriais, conduzidas como uma biblioteca viva.

Não vendemos pacotes nem entregas avulsas. Cada engajamento atravessa as quatro frentes abaixo na ordem em que foram pensadas — e cada uma delas só começa quando a anterior está editorialmente resolvida.

Frente 01

Estratégia curatorial

Fase de escuta. Mergulhamos no acervo, entrevistamos curadores, lemos relatórios anuais, revisamos os pactos de público da instituição. Encerramos com um documento de princípios editoriais — o nosso contrato moral com o projeto.

  • Mapeamento de acervo e indexação inicial
  • Entrevistas com pesquisadores e curadores
  • Definição de eixos editoriais e voz institucional
  • Documento de princípios assinado a quatro mãos
  • Cronograma editorial de até trinta e seis meses
Frente 02

Design de plataforma

A construção visual e estrutural. Definimos o sistema tipográfico, a hierarquia editorial, a arquitetura de informação e os padrões de leitura. Trabalhamos com provas impressas antes de qualquer protótipo digital — papel revela problemas que tela esconde.

  • Sistema tipográfico autoral ou licenciado
  • Arquitetura de informação e taxonomias
  • Design de catálogo, leitor e ferramentas de citação
  • Manual editorial e diretrizes de redação
  • Provas impressas de página antes do digital
Frente 03

Engenharia editorial

Implementação técnica conduzida pelo nosso time interno. Construímos CMS sob medida, fluxos de revisão por pares, indexação aberta e infraestruturas de preservação digital — sempre em formatos abertos, sempre com plano de portabilidade.

  • CMS sob medida para fluxos editoriais complexos
  • Fluxos de revisão por pares e versionamento
  • Indexação aberta (Dublin Core, OAI-PMH)
  • Estratégias de preservação digital de longo prazo
  • Acessibilidade WCAG 2.2 nível AA
Frente 04

Governança e continuidade

Acompanhamos a plataforma por pelo menos vinte e quatro meses após o lançamento. Conduzimos revisões editoriais semestrais, formação da equipe interna, métricas de leitura e ciclos de manutenção. Saímos quando a casa está editorialmente autônoma.

  • Revisões editoriais semestrais
  • Formação e mentoria da equipe interna
  • Métricas de leitura e relatórios públicos
  • Manutenção tipográfica e de catálogo
  • Plano de transição para autonomia editorial
Sobre o método

Não trabalhamos por entregáveis. Trabalhamos por capítulos — e cada capítulo termina quando se torna lido.

— Rafael Magalhães, direção editorial
Engajamento típico

Como começamos juntos.

Três tempos antes de qualquer assinatura. Nenhum deles é faturado.

i.

Conversa inicial

Uma reunião de noventa minutos, presencial ou remota, conduzida por um dos sócios. Lemos seu acervo, ouvimos seu projeto, fazemos perguntas. Sem proposta, sem orçamento, sem promessa de continuidade. É só uma escuta honesta.

ii.

Diagnóstico editorial

Se ambas as partes desejarem prosseguir, conduzimos um diagnóstico de quatro semanas. Visitamos o acervo, entrevistamos a equipe e produzimos um relatório curatorial — esse, sim, faturado em valor fixo, independentemente do que vier depois.

iii.

Engajamento longo

Apenas após o diagnóstico decidimos se há um projeto possível. Engajamentos longos duram entre dezoito e trinta e seis meses, com equipe dedicada e cobrança mensal. Nunca trabalhamos com mais de cinco instituições em paralelo.

Conversa inicial

Vamos começar pela escuta.

A primeira conversa é sempre uma leitura. Conte-nos sobre seu acervo, sua instituição e o que você gostaria de construir nos próximos cinco anos.

Marcar leitura inicial →

Respondemos a cada convite em até dez dias úteis. Se a agenda estiver fechada, dizemos com franqueza — e indicamos colegas em quem confiamos.